04 janeiro 2008

Reveillon

Suma como o cheiro do perfume colocado pela manhã, como lembranças de verões de infância. Desapareça como a sensação de um abraço forte, quando a distância já não dá mais visão para o adeus. Suma tal qual as águas na estiagem, tragadas pelo solo seco. Deixe-se ir como a vida se esvai, um pouco por dia, desde o nascimento. Perca-se na memória, limite-se ao esquecimento, consuma-se em sumidouros. Vaze com maré minguante, e não retorne com Saturno.

11 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Curioso
Já fiz referência ao fato que seus leitores não comentam seus textos mais literários. Não que tenha muito a dizer, além de elogia-lo, posto que é bonito, mas o que me chama a atenção é que as minas deixadas por ai atraem mais seus leitores, do que a poesia do Vizionário.

3:14 PM  
Blogger  said...

contemplação silenciosa, felipe....

7:03 PM  
Blogger quê? said...

respeito.

12:00 AM  
Blogger  said...

e tb é difícil debater sobre oq é consenso... ele escreve bem, fato.. agora as minas em si davam marge à discordância

7:16 PM  
Anonymous Anônimo said...

Concordo com ambos: tanto a contemplação, quanto o respeito dispensam o uso de palavras. Afinal o q fazer qdo se observa o Belo? O silêncio parece ser uma boa resposta. Mas, ao menos para mim, isso parece não dar conta. Que não possamos tratar dos objetivos almejados pelo autor qdo ele escreve, posto que são absolutamente subjetivos, eu concordo, mas todo texto, qdo publicado, ganha outra dimensão: torna-se parte da subjetividade alheia. Por isso, ele mesmo desenvolve um papel: alguns tentaram traçar o papel social do Jazz, por exemplo.
Percebo agora que a minha curiosidade incidia sobre esse segundo ponto, o da subjetividade alheia. É indiscutível que o humor seja uma ferramenta crítica, vide o Henfil, e q talvez seja coisa tropicana ter facilidade para tratar desses assuntos, algo como futebol. Além disso, meia dúzia de palavras, onde só se esboça uma dúvida, dizem muito pouco. A vantagem aq é q elas têm um texto como base, que diz muito, ou melhor, sobre o qual muitas perguntas são possíveis, como, por exemplo, quem deve sumir? É dever?
Sei q o q faço agora é diferente dos comentários em geral. Já não tento fazer um elogio puro e simples, realmente sincero. Eu mesmo já silenciei diante de vários textos, contente por admirá-los, simplesmente. Mas, como disse anteriormente, dos diferentes tipos de texto, os q trazem uma outra marca q não o humor, ou o romance, simplesmente silenciam os leitores, que talvez esperem a continuação.
Ao menos para mim, isso é curioso.

7:41 PM  
Anonymous Anônimo said...

Eu diria q é uma bela ambiguidade, ao menos para São Paulo...

7:44 PM  
Anonymous Anônimo said...

Eu diria q é uma bela ambiguidade, ao menos para São Paulo...
E poucas coisas valem mais a pena q um dicução.

7:45 PM  
Blogger quê? said...

oba, discussão.

na verdade, não quis dizer respeito à competência do autor.

tem texto que quer resposta. tem texto que diz "suma". e sempre que eu leio, é comigo.

11:32 PM  
Anonymous Anônimo said...

Sim, que?, é a tal da subjetividade alheia de que falava.
Foi a invenção do sujeito q nos colocou nessa...
Ahh, tbm gosto de discuções...

8:58 AM  
Anonymous Anônimo said...

Passei tanto tempo pensando no que dizer, para depois escorregar em um ç.
Com certeza isso enterra a discussão!

7:09 PM  
Anonymous Anônimo said...

There's something on your mind
By the way you look at me
Please, please, don't try to tell me
'Cause I think, I, I understand
You want me to try and forget you
Well, I'll do
Baby, I'll do the best I can
[...]

6:43 PM  

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